Acordar, ir trabalhar, voltar para casa, pagar contas, assistir series ou ler, dormir e repetir. Basicamente essa era a minha programação diária no último ano e eu sequer havia me dado conta disso.

Vivemos em uma época onde quase nunca estamos de fato presentes. É fácil ver uma mesa de almoço no trabalho onde todos estão focados em seus celulares, observando pessoas, histórias e fatos distantes, sem sequer prestar atenção ao que acontece ao seu redor. Comemos no automático, sem entender ou se preocupar com a origem do alimento que consumimos, compramos coisas que não precisamos e nunca paramos para pensar na razão disso.

As vezes, precisamos de um gatilho que nos faça perceber que estamos e respirando, mas que não estamos de fato vivendo. Eu dei a sorte de ter tido um “despertar” referente a isso e pretendo compartilhar aqui todos os passos dessa jornada.

Eu já havia lido algo superficial sobre o conceito de mindfulness, mas confesso que não havia iniciado nada relativo à prática até recentemente. Passei a buscar informações e locais que me ajudariam a entender a atenção plena de uma maneira mais profunda e dessa maneira, conseguir identificar os benefícios que isso traria para o meu cotidiano.

Mindfulness propõe uma nova forma de interação com qualquer coisa que aconteça em nossa vida de maneira mais consciente, aberta e gentil. Possibilitando estar sobre controle das nossas reações e escolhas.

Imediatamente lembrei de um TED onde o Andy Puddicombe falava sobre o poder transformador de revigorar a mente com 10 minutos por dia, simplesmente estando consciente e experienciando o momento presente.

o Andy é um especialista em meditação e mindfulness. Com vinte e poucos anos, no meio de um curso universitário em Ciências do Esporte, ele tomou a decisão inesperada de viajar ao Himalaia para estudar meditação. Foi o início de uma jornada de dez anos que o levou ao redor do mundo, culminando com a ordenação como um monge budista tibetano no norte da Índia. Esse TED me ajudou a iniciar o hábito de procurar estar presente sempre, mesmo que isso por vezes tenha se demonstrado bem mais difícil na prática do que na teoria.

Para completar com chave de ouro e dar aquele pontapé inicial nas mudanças que eu estava querendo iniciar, meu celular deu seu último suspiro na última semana de abril, fazendo com que eu iniciasse uma desintoxicação forçada e focasse ainda mais em tudo que estava acontecendo. O tipo de serendiptia que costumamos acreditar que só acontece em filmes, na minha vida é algo que acontece sempre.

Maio será um mês focado na atenção plena, onde irei buscar e compartilhar meios de viver com esse princípio em todos os momentos. O mindful.org publicou um guia básico sobre como realizar a prática no dia-a-dia:

1 – Você não precisa comprar nada

Você pode praticar em qualquer lugar, não há necessidade de sair e comprar uma almofada ou banco especial – tudo que você precisa é dedicar um pouco de tempo e espaço para acessar suas habilidades de mindfulness todos os dias.

2 – Não há como acalmar sua mente

Esse não é o objetivo aqui. Não há estado de êxtase ou comunhão sobrenatural. Tudo o que você está tentando fazer é prestar atenção ao momento presente, sem julgamento. Parece fácil, certo?

3 – Sua mente vai vagar

Enquanto você pratica a arte de prestar atenção ao que está acontecendo em seu corpo e mente no momento presente, você descobrirá que muitos pensamentos surgem. Sua mente pode derivar para algo que aconteceu ontem, vagar pela sua lista de afazeres – sua mente tentará estar em qualquer lugar, menos onde você estiver. Mas a mente errante não é algo a temer, faz parte da natureza humana e fornece o momento mágico para a parte essencial da prática da atenção plena – a peça que os pesquisadores acreditam que leva a cérebros mais saudáveis ​​e ágeis: o momento em que você reconhece que a mente vagou. Porque se você perceber que sua mente vagou, então você pode conscientemente trazê-la de volta ao momento presente. Quanto mais você fizer isso, maior a probabilidade de poder fazer isso de novo e de novo. E isso é melhor do que andar pelo piloto automático em qualquer dia (por exemplo: chegar ao seu destino sem se lembrar da unidade, encontrar-se com a mão no fundo de um saco de batatas fritas que você só queria fazer um lanche, etc.).

4 – Seu cérebro que julga vai tentar assumir

A segunda parte do quebra-cabeça é a parte “sem julgamento”. Somos todos culpados de ouvir o crítico em nossas cabeças um pouco mais do que deveríamos. (Esse crítico nos salvou do desastre algumas vezes.) Mas, quando praticamos investigar nossos julgamentos e os difundimos, podemos aprender a escolher como encaramos as coisas e reagimos a elas. Quando você praticar mindfulness, tente não se julgar por quaisquer pensamentos que surgirem. Observe que os julgamentos surgem, faça uma anotação mental deles (algumas pessoas os rotulam de “pensamento”), e deixe-os passar, reconhecendo as sensações que eles podem deixar em seu corpo e deixando que eles também passem.

5 – É tudo sobre voltar sua atenção novamente e novamente no momento presente

Parece que nossa mente está preparada para se deixar levar pelo pensamento. É por isso que a atenção plena é a prática de retornar, repetidas vezes, à respiração. Nós usamos a sensação da respiração como uma âncora para o momento presente. E toda vez que voltamos à respiração, reforçamos nossa capacidade de fazê-lo novamente.

COMO PRATICAR MINDFULNESS

1 – Sente-se. Encontre um lugar para se sentar que se sinta calmo e calmo para você.

2 – Definir um limite de tempo. Se você está apenas começando, pode ajudar a escolher um curto período de tempo, como 5 ou 10 minutos.

3 – Observe seu corpo. Você pode se sentar em uma cadeira com os pés no chão, pode sentar-se de maneira relaxada de pernas cruzadas, em postura de lótus, pode se ajoelhar – tudo está bem. Apenas certifique-se de que você está estável e em uma posição que você pode ficar por um tempo.

4 – Sinta sua respiração. Siga a sensação de sua respiração enquanto ela sai e entra.

5 – Observe quando sua mente vagou. Inevitavelmente, sua atenção deixará as sensações da respiração e vagará para outros lugares. Quando você perceber isso – em alguns segundos, um minuto, cinco minutos – simplesmente volte sua atenção para a respiração.

6 – Seja gentil com sua mente errante. Não se julgue ou fique obcecado com o conteúdo dos pensamentos em que você se encontra perdido. Apenas volte.

Com essas informações em mãos e muita dedicação, vamos descobrir as mudanças que me aguardam nessa nova jornada.

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